BART 6221/74 - A HISTÓRIA DO BATALHÃO DE ARTILHARIA 6221/74 - ANGOLA 1975
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DO LANÇAMENTO DO LIVRO ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA 
DO LANÇAMENTO DO LIVRO 
ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA
NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975
3 de Junho de 2017

Aconteceu então o primeiro lançamento do livro Últimos no Leste de Angola – na Retirada do Exército Português em 1975, a partir das 15h00 do dia 3 de Junho passado, na Casa da Boavista da Chiado Editora. A sessão teve como oradora a Profª. Olinda Pinto (companheira do nosso camarada José Manuel da Silva) e houve lugar a leitura de excertos do livro por Laura Guimarães, Veríssimo Cabral e Adriana Magalhães.

Compareceram muitos ex-camaradas nossos do Batalhão de Artilharia 6221/74 e, para mim, foi muito reconfortante ter toda aquela gente a ouvir-nos – a mim, ao Zé Manel da Silva e ao Almerindo Figueiras – durante a apresentação. Fiquei muito satisfeito e honrado com a presença de todos aqueles antigos camaradas.

Ainda tive uma pequena “altercação” com o nosso antigo camarada, o ex-furriel Teixeira (penso que é o António José Teixeira, da 1ª Companhia), que já tinha escrito um comentário no blogue sobre a capa do livro e onde dizia que “Ainda não li o livro mas se o conteúdo tiver a ver com a capa acho que o meu batalhão não merece essa analise, da minha parte sempre tentei cumprir aquilo para que fui chamado e tenho orgulho a ter pertencido o 6221 no entanto respeito outras opiniões...” Nada de especial portanto e, se ele comprou o livro, tá desculpado, senão, acho que devia comprar e ler, mais que não seja para perceber o que andou a fazer em Angola.

O Teixeira a dizer de sua justiça... 
(imagem do video ainda não publicado)

Aqui ficam as fotos – existe também um video do evento, como disse, mas ainda não está montado nem editado. A seu tempo, será também colocado aqui no blogue.

A assistência...


 A assistência e a mesa... 

 A mesa: Laura Guimarães (uma das leitoras de trechos do livro), a representante da Chiado Editora, a Olinda Pinto, eu próprio, o Silva e o Figueiras...

 Eu aqui estava a responder ao ex-furriel Teixeira...

 Leitura de um trecho do livro por Laura Guimarães...

... outro trecho por Veríssimo Cabral...

... e o último trecho, por  Adriana Magalhães.


 Intervenção de Olinda Pinto.

Intervenção de Almerindo Figueiras.

A intervenção do Zé Manel da Silva.

Eu aqui tinha ido "verter águas"...

Depois de "verter águas" fiquei na primeira cadeira disponível. Pode parecer propositado que esta coisa de "verter águas" (refiro-me à capa do livro) tenha acompanhado o Batalhão 6221/74 até à apresentação deste livro mas... foi só coincidência.

 Sessão de autógrafos...

O Figueiras também deu autógrafos, mas não sei se o Silva também o fez...

No final, Athos, Porthos e Aramis (o D'Artagnan não aparece neste filme - ficou em Estremoz e não quis vir), todos contentinhos da vida.

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quinta-feira, 1 de junho de 2017


LANÇAMENTO DO LIVRO 
ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA
NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975 

DIA 3 DE JUNHO NA CASA DA BOAVISTA – PORTO
Avenida da Boavista 919

A APRESENTAÇÃO SERÁ REALIZADA
PELA PROFª. OLINDA PINTO

Serão lidos alguns trechos do livro

DO PRESS REALISE


O LIVRO

Últimos no Leste de Angola – Na Retirada do Exército Português em 1975 é um livro autobiográfico em que o autor relata a sua experiência no serviço militar, entre 1973 e 1975, com uma “comissão de serviço” de cinco meses em Angola, entre Maio e Outubro de 1975.

A obra inclui ainda relatos de ex-camaradas de armas, muito especialmente de José Manuel da Silva – que contribuiu com excertos de cartas enviadas de Angola à sua futura esposa – e de Almerindo Figueiras – que contribuiu com extensos relatos telefónicos sobre situações que o autor não viveu, mas de que tinha memória terem acontecido.

Tudo começa em Janeiro de 1973, quando o autor “deu o nome para a tropa”. Escrita num registo biográfico, a obra integra e contextualiza todos os factos importantes que ocorreram em Portugal nesse ano e até 23 de Abril de 1974, data em que o autor “assentou praça” no Destacamento da Escola Prática de Cavalaria de Santarém.

O tema central do livro é a “comissão de serviço” em Angola, sobretudo a retirada do Batalhão de Artilharia, onde o autor estava integrado, do Luso para Nova Lisboa. Uma das Companhias do Batalhão seguiu viagem via auto (em viaturas Land Rover, Unimog, etc,...), servindo de escolta a uma extensa coluna de viaturas civis de refugiados em fuga do Luso, que à data já era palco de combates entre os movimentos de libertação de Angola, num clima pré-guerra civil. As outras três companhias retiraram por comboio, apinhado de refugiados civis e transportando também viaturas auto, civis e militares. Mas o conteúdo mais sensível, à guarda do batalhão nesse comboio, eram as duas carruagens carregadas de material de guerra – cerca de cinco toneladas de armas e munições – que haviam ficado nos quartéis do Luso, deixadas por unidades militares ali estacionadas anteriormente, e também as apreendidas às forças militarizadas criadas pelo anterior regime, entretanto dissolvidas com o 25 de Abril.

O comboio saiu do Luso numa altura em que a UNITA era escorraçada da cidade pelo MPLA devido a, segundo se dizia, estar a ficar sem munições. Sabendo que o comboio transportava material de guerra em grande quantidade e estando habituados a receber armas do exército português por via da “brilhante” estratégia do General Silva Cardoso de distribuir armas à UNITA para contrabalançar o peso dos outros movimentos, a UNITA resolveu atacar, não só o comboio, como a coluna auto. O ataque ao comboio, com os militares portugueses confinados aos vagões e carruagens ou dispersos pela coluna auto e misturados com civis, foi concretizado por milhares de “guerrilheiros” daquele movimento, com o roubo de todas as armas transportadas, incluindo as dos próprios militares portugueses.

O ataque-roubo constituiu uma humilhação para os militares que, depois disso, só ansiavam por regressar a casa. Mas ainda se seguiu a estadia em Nova Lisboa, com a “missão” de proteger os refugiados civis que, no aeroporto, aguardavam embarque na ponte aérea, numa altura em que a UNITA era dona e senhora da cidade. Este Batalhão foi entretanto apodado, pela imprensa de Lisboa, como o “batalhão do pé descalço” e este livro serve também para desmistificar essa designação insultuosa.

Depois desta odisseia, dada a conhecer em pormenor pela primeira vez, foi um alívio regressar a casa, apesar de a chegada a Lisboa ocorrer em pleno PREC (o trágico-folclórico Processo Revolucinário em Curso).

O AUTOR

Jorge Machado-Dias, nascido por puro acaso em Lisboa, em 1953, estudou artes visuais na Sociedade Nacional de Belas Artes e arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, não tendo concluído os seus estudos. É designer gráfico, autor e editor de banda desenhada, ilustrador, desenhador e maquetista de arquitectura e etc... Escreveu os argumentos para os dois álbuns de banda desenhada As Aventuras de Paio Peres, fundou a editora Pedranocharco Publicações e editou a revista sobre banda desenhada BDjornal, escrevendo dezenas de textos para a mesma. Escreve regularmente para o jornal Gazeta das Caldas a rúbrica Gazeta da BD.

Ficha do livro

Título: ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA – NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975
Autor: Jorge Machado-Dias – com a colaboração de José Manuel da Silva e Almerindo Fugueiras
Editor: Chiado Editora
Preço: € 17,00
Nº págs.: 328 páginas


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sexta-feira, 22 de abril de 2016

PROJECTO DE CAPA PARA O LIVRO “ÚLTIMOS NO LESTE – NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS DE ANGOLA – 1975” – ver em


PROJECTO DE CAPA 
PARA O LIVRO 
ÚLTIMOS NO LESTE
NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS DE ANGOLA 1975

O LIVRO



Camaradas,

Na impossibilidade de estar presente este ano no Encontro de Oliveira de Azeméis, com muita pena minha, deixo aqui o projecto para a capa do livro. Devo dizer que terminei a escrita em meados de Janeiro deste ano. Contudo, entre leituras de profissionais da escrita, revisão do texto e correcções, o livro só deverá estar editado em finais de Junho. Em conversa com o Silva e o Figueiras, surgiu-me a ideia de poder lançar o livro na Escola de Sargentos do Exército de Caldas da Rainha. A coisa parece-me bem, até pelo histórico daquela unidade. Vamos ver o que consigo fazer neste aspecto.

Para a capa escolhi a foto que sempre quis lá colocar, dado o lado crítico que acompanha todo o livro. Nesta foto, o pessoal tinha acabado de “verter águas”, na viagem de Luanda para o Luso e pareceu-me apropriado. Considero este gesto como uma “resposta” ao nosso descontentamento por nos vermos envolvidos naquilo tudo – já que não tenho foto alguma de alguém a “despejar as tripas” e que seria mais apropriado.

Espero contar com as vossas opiniões, em resposta neste “post”, ou para o email bdjornal@gmail.com.

Desejo-vos a todos um bom Encontro, no dia 14 de Maio e que me enviem fotos para colocar aqui.

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