BART 6221/74 - A HISTÓRIA DO BATALHÃO DE ARTILHARIA 6221/74 - ANGOLA 1975

quinta-feira, 15 de junho de 2017

CONVITE – LANÇAMENTO DO LIVRO ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA – NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975 – AGORA EM LISBOA


CONVITE
LANÇAMENTO DO LIVRO 
ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA
NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975
AGORA EM LISBOA


CHIADO CLUBE LITERÁRIO & BAR 
TIVOLI FORUM, 180, PISO - 1, SALA F, 
AVENIDA DA LIBERDADE, LISBOA
A oradora convidada para apresentar o livro será a jornalista Catarina Gomes.



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segunda-feira, 12 de junho de 2017

2º LANÇAMENTO DO LIVRO ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA NA RETIRADA DO EXÉRCTIO PORTUGUÊS EM 1975 SEGUNDA VOLTA AGORA EM LISBOA!


2º LANÇAMENTO DO LIVRO 
ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA
NA RETIRADA DO EXÉRCTIO PORTUGUÊS EM 1975
17 de Junho - 14h30


SEGUNDA VOLTA AGORA EM LISBOA!
CHIADO CLUBE LITERÁRIO & BAR
TIVOLI FORUM, 180, PISO 1, SALA F, 
AVENIDA DA LIBERDADE, LISBOA 

Pois vamos lá então à segunda volta do lançamento, agora em Lisboa. 
A oradora convidada para a apresentação será a jornalista 
Catarina Gomes.

Próximas apresentações, debates, etc... sobre este livro:

Debate sobre o livro na Associação 25 de Abril, 
tendo como moderador 
o General Pezarat Correia
eventualmente a 7 de Julho (data a confirmar).

Apresentação em Caldas da Rainha
eventualmente na Biblioteca Municipal, 
com exposição de todas as fotografias presentes no livro e outras mais. 
Data e local a confirmar.


Fica aqui o Press release, 
revisto e corrigido pelo jornalista Carlos Pessoa:

Últimos no Leste de Angola – Na Retirada do Exército Português em 1975 é um livro autobiográfico em que o autor relata a sua experiência no serviço militar, entre 1973 e 1975, com uma “comissão de serviço” de cinco meses em Angola, entre Maio e Outubro de 1975.

A obra inclui ainda relatos de ex-camaradas de armas, muito especialmente de José Manuel da Silva – que contribuiu com excertos de cartas enviadas de Angola à sua futura esposa – e de Almerindo Figueiras – que contribuiu com extensos relatos telefónicos sobre situações que o autor não viveu, mas de que tinha memória terem acontecido.

Tudo começa em Janeiro de 1973, quando o autor “deu o nome para a tropa”. Escrita num registo biográfico, a obra integra e contextualiza todos os factos importantes que ocorreram em Portugal nesse ano e até 23 de Abril de 1974, data em que o autor “assentou praça” no Destacamento da Escola Prática de Cavalaria de Santarém.

O tema central do livro é a “comissão de serviço” em Angola, sobretudo a retirada do Batalhão de Artilharia, onde o autor estava integrado, do Luso para Nova Lisboa. Uma das Companhias do Batalhão seguiu viagem via auto (em viaturas Land Rover, Unimog, etc,...), servindo de escolta a uma extensa coluna de viaturas civis de refugiados em fuga do Luso, que à data já era palco de combates entre os movimentos de libertação de Angola, num clima pré-guerra civil. As outras três companhias retiraram por comboio, apinhado de refugiados civis e transportando também viaturas auto, civis e militares. Mas o conteúdo mais sensível, à guarda do batalhão nesse comboio, eram as duas carruagens carregadas de material de guerra – cerca de cinco toneladas de armas e munições – que haviam ficado nos quartéis do Luso, deixadas por unidades militares ali estacionadas anteriormente, e também as apreendidas às forças militarizadas criadas pelo anterior regime, entretanto dissolvidas com o 25 de Abril.

O comboio saiu do Luso numa altura em que a UNITA era escorraçada da cidade pelo MPLA devido a, segundo se dizia, estar a ficar sem munições. Sabendo que o comboio transportava material de guerra em grande quantidade e estando habituados a receber armas do exército português por via da “brilhante” estratégia do General Silva Cardoso de distribuir armas à UNITA para contrabalançar o peso dos outros movimentos, a UNITA resolveu atacar, não só o comboio, como a coluna auto. O ataque ao comboio, com os militares portugueses confinados aos vagões e carruagens ou dispersos pela coluna auto e misturados com civis, foi concretizado por milhares de “guerrilheiros” daquele movimento, com o roubo de todas as armas transportadas, incluindo as dos próprios militares portugueses.

O ataque-roubo constituiu uma humilhação para os militares que, depois disso, só ansiavam por regressar a casa. Mas ainda se seguiu a estadia em Nova Lisboa, com a “missão” de proteger os refugiados civis que, no aeroporto, aguardavam embarque na ponte aérea, numa altura em que a UNITA era dona e senhora da cidade. Este Batalhão foi entretanto apodado, pela imprensa de Lisboa, como o “batalhão do pé descalço” e este livro serve também para desmistificar essa designação insultuosa.

Depois desta odisseia, dada a conhecer em pormenor pela primeira vez, foi um alívio regressar a casa, apesar de a chegada a Lisboa ocorrer em plena fase final do PREC (o trágico-folclórico Processo Revolucionário em Curso).

O AUTOR

Jorge Machado-Dias, nascido por puro acaso em Lisboa, em 1953, estudou artes visuais na Sociedade Nacional de Belas Artes e arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, não tendo concluído os seus estudos. É designer gráfico, autor e editor de banda desenhada, ilustrador, desenhador e maquetista de arquitectura e etc... Escreveu os argumentos para os dois álbuns de banda desenhada As Aventuras de Paio Peres, fundou a editora Pedranocharco Publicações e editou a revista sobre banda desenhada BDjornal, escrevendo dezenas de textos para a mesma.

FICHA DO LIVRO

Título: ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA – NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975

Autor: Jorge Machado-Dias – com a colaboração de José Manuel da Silva e Almerindo Figueiras
Editor: Chiado Editora
Preço: € 17,00
Nº págs.: 328 páginas

ALGUMAS FOTOS DO LANÇAMENTO NO PORTO






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quarta-feira, 7 de junho de 2017

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DO LANÇAMENTO DO LIVRO ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA 
DO LANÇAMENTO DO LIVRO 
ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA
NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975
3 de Junho de 2017

Aconteceu então o primeiro lançamento do livro Últimos no Leste de Angola – na Retirada do Exército Português em 1975, a partir das 15h00 do dia 3 de Junho passado, na Casa da Boavista da Chiado Editora. A sessão teve como oradora a Profª. Olinda Pinto (companheira do nosso camarada José Manuel da Silva) e houve lugar a leitura de excertos do livro por Laura Guimarães, Veríssimo Cabral e Adriana Magalhães.

Compareceram muitos ex-camaradas nossos do Batalhão de Artilharia 6221/74 e, para mim, foi muito reconfortante ter toda aquela gente a ouvir-nos – a mim, ao Zé Manel da Silva e ao Almerindo Figueiras – durante a apresentação. Fiquei muito satisfeito e honrado com a presença de todos aqueles antigos camaradas.

Ainda tive uma pequena “altercação” com o nosso antigo camarada, o ex-furriel Teixeira (penso que é o António José Teixeira, da 1ª Companhia), que já tinha escrito um comentário no blogue sobre a capa do livro e onde dizia que “Ainda não li o livro mas se o conteúdo tiver a ver com a capa acho que o meu batalhão não merece essa analise, da minha parte sempre tentei cumprir aquilo para que fui chamado e tenho orgulho a ter pertencido o 6221 no entanto respeito outras opiniões...” Nada de especial portanto e, se ele comprou o livro, tá desculpado, senão, acho que devia comprar e ler, mais que não seja para perceber o que andou a fazer em Angola.

O Teixeira a dizer de sua justiça... 
(imagem do video ainda não publicado)

Aqui ficam as fotos – existe também um video do evento, como disse, mas ainda não está montado nem editado. A seu tempo, será também colocado aqui no blogue.

A assistência...


 A assistência e a mesa... 

 A mesa: Laura Guimarães (uma das leitoras de trechos do livro), a representante da Chiado Editora, a Olinda Pinto, eu próprio, o Silva e o Figueiras...

 Eu aqui estava a responder ao ex-furriel Teixeira...

 Leitura de um trecho do livro por Laura Guimarães...

... outro trecho por Veríssimo Cabral...

... e o último trecho, por  Adriana Magalhães.


 Intervenção de Olinda Pinto.

Intervenção de Almerindo Figueiras.

A intervenção do Zé Manel da Silva.

Eu aqui tinha ido "verter águas"...

Depois de "verter águas" fiquei na primeira cadeira disponível. Pode parecer propositado que esta coisa de "verter águas" (refiro-me à capa do livro) tenha acompanhado o Batalhão 6221/74 até à apresentação deste livro mas... foi só coincidência.

 Sessão de autógrafos...

O Figueiras também deu autógrafos, mas não sei se o Silva também o fez...

No final, Athos, Porthos e Aramis (o D'Artagnan não aparece neste filme - ficou em Estremoz e não quis vir), todos contentinhos da vida.

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quinta-feira, 1 de junho de 2017


LANÇAMENTO DO LIVRO 
ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA
NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975 

DIA 3 DE JUNHO NA CASA DA BOAVISTA – PORTO
Avenida da Boavista 919

A APRESENTAÇÃO SERÁ REALIZADA
PELA PROFª. OLINDA PINTO

Serão lidos alguns trechos do livro

DO PRESS REALISE


O LIVRO

Últimos no Leste de Angola – Na Retirada do Exército Português em 1975 é um livro autobiográfico em que o autor relata a sua experiência no serviço militar, entre 1973 e 1975, com uma “comissão de serviço” de cinco meses em Angola, entre Maio e Outubro de 1975.

A obra inclui ainda relatos de ex-camaradas de armas, muito especialmente de José Manuel da Silva – que contribuiu com excertos de cartas enviadas de Angola à sua futura esposa – e de Almerindo Figueiras – que contribuiu com extensos relatos telefónicos sobre situações que o autor não viveu, mas de que tinha memória terem acontecido.

Tudo começa em Janeiro de 1973, quando o autor “deu o nome para a tropa”. Escrita num registo biográfico, a obra integra e contextualiza todos os factos importantes que ocorreram em Portugal nesse ano e até 23 de Abril de 1974, data em que o autor “assentou praça” no Destacamento da Escola Prática de Cavalaria de Santarém.

O tema central do livro é a “comissão de serviço” em Angola, sobretudo a retirada do Batalhão de Artilharia, onde o autor estava integrado, do Luso para Nova Lisboa. Uma das Companhias do Batalhão seguiu viagem via auto (em viaturas Land Rover, Unimog, etc,...), servindo de escolta a uma extensa coluna de viaturas civis de refugiados em fuga do Luso, que à data já era palco de combates entre os movimentos de libertação de Angola, num clima pré-guerra civil. As outras três companhias retiraram por comboio, apinhado de refugiados civis e transportando também viaturas auto, civis e militares. Mas o conteúdo mais sensível, à guarda do batalhão nesse comboio, eram as duas carruagens carregadas de material de guerra – cerca de cinco toneladas de armas e munições – que haviam ficado nos quartéis do Luso, deixadas por unidades militares ali estacionadas anteriormente, e também as apreendidas às forças militarizadas criadas pelo anterior regime, entretanto dissolvidas com o 25 de Abril.

O comboio saiu do Luso numa altura em que a UNITA era escorraçada da cidade pelo MPLA devido a, segundo se dizia, estar a ficar sem munições. Sabendo que o comboio transportava material de guerra em grande quantidade e estando habituados a receber armas do exército português por via da “brilhante” estratégia do General Silva Cardoso de distribuir armas à UNITA para contrabalançar o peso dos outros movimentos, a UNITA resolveu atacar, não só o comboio, como a coluna auto. O ataque ao comboio, com os militares portugueses confinados aos vagões e carruagens ou dispersos pela coluna auto e misturados com civis, foi concretizado por milhares de “guerrilheiros” daquele movimento, com o roubo de todas as armas transportadas, incluindo as dos próprios militares portugueses.

O ataque-roubo constituiu uma humilhação para os militares que, depois disso, só ansiavam por regressar a casa. Mas ainda se seguiu a estadia em Nova Lisboa, com a “missão” de proteger os refugiados civis que, no aeroporto, aguardavam embarque na ponte aérea, numa altura em que a UNITA era dona e senhora da cidade. Este Batalhão foi entretanto apodado, pela imprensa de Lisboa, como o “batalhão do pé descalço” e este livro serve também para desmistificar essa designação insultuosa.

Depois desta odisseia, dada a conhecer em pormenor pela primeira vez, foi um alívio regressar a casa, apesar de a chegada a Lisboa ocorrer em pleno PREC (o trágico-folclórico Processo Revolucinário em Curso).

O AUTOR

Jorge Machado-Dias, nascido por puro acaso em Lisboa, em 1953, estudou artes visuais na Sociedade Nacional de Belas Artes e arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, não tendo concluído os seus estudos. É designer gráfico, autor e editor de banda desenhada, ilustrador, desenhador e maquetista de arquitectura e etc... Escreveu os argumentos para os dois álbuns de banda desenhada As Aventuras de Paio Peres, fundou a editora Pedranocharco Publicações e editou a revista sobre banda desenhada BDjornal, escrevendo dezenas de textos para a mesma. Escreve regularmente para o jornal Gazeta das Caldas a rúbrica Gazeta da BD.

Ficha do livro

Título: ÚLTIMOS NO LESTE DE ANGOLA – NA RETIRADA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS EM 1975
Autor: Jorge Machado-Dias – com a colaboração de José Manuel da Silva e Almerindo Fugueiras
Editor: Chiado Editora
Preço: € 17,00
Nº págs.: 328 páginas


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sexta-feira, 26 de maio de 2017

CAMARADAS, HABEMUS LIBRIS (ou seja Temos Livros)!!!


CAMARADAS, HABEMUS LIBRIS !!!
(ou seja Temos Livros!)

Recebi hoje da editora Chiado os 100 livros adquiridos por contrato. 
Portanto, temos livros!

O lançamento oficial será no sábado dia 3 de Junho, às 15h00, 
na Casa da Boavista – Café Literário do Porto, da Chiado Editora

O livro será apresentado pela Profª. Olinda Pinto 
(companheira do nosso camarada José Manuel da Silva)
havendo depois leitura de dois ou três excertos do texto

Aqui fica o convite para o lançamento:
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

JÁ APROVEI A CAPA DO LIVRO

JÁ APROVEI A CAPA DO LIVRO

O meu projecto de capa para o livro Últimos no Leste de Angola – Na Retirada do Exército Português em 1975, teve que ser adaptado ao formato e ao design dos livros da Chiado Editora. Assim, o designer gráfico da editora procedeu às alterações que julgou necessárias, respeitando no entanto o meu projecto no essencial. O processo foi bastante rápido, uma vez que enviei todos os ficheiros para a edição, no passado dia 8 e no dia 9 já tinha o resultado da interveção do designer da editora.

Como já terei contado, tive que comprar antecipadamente 100 exemplares do livro para o poder editar, ao preço de € 14,00 cada. Portanto, os interessados na compra (pelo mesmo preço de € 14,00 cada exemplar) poderão desde já fazer a sua reserva para o email bdjornal@gmail.com. Espero ter o livro pronto antes de 6 de Maio - data do Encontro Anual do Batalhão, onde gostaria de fazer a sua apresentação.

Aqui fica a capa da editora, que aprovei (à esquerda), e o meu projecto original (à direita) - para comparação:


Os planos das capas completas:



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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

FINALMENTE ASSINEI CONTRATO PARA A EDIÇÃO DO LIVRO E... ENCONTREI A ORIGEM DO APÔDO “BATALHÃO PÉ-DESCALÇO”


FINALMENTE ASSINEI CONTRATO 
PARA A EDIÇÃO DO LIVRO 
E... 
ENCONTREI A ORIGEM DO APÔDO 
“BATALHÃO PÉ-DESCALÇO” 

Caríssimos camaradas,

Finalmente assinei ontem contrato para a edição do livro, com a Chiado Editora. Houve uma pequena alteração do título, por sugestão do editor, para Últimos no Leste de Angola – Na retirada do exército português em 1975.

Prevê-se que a fase de produção dure quatro meses, embora eu tenha alertado para que seria conveniente ter o livro pronto em meados de Maio próximo. Isto para que o livro possa ser apresentado no próximo Encontro Anual do Batalhão, onde poderá ser vendido em primeira mão, com dedicatórias do autor e a preço inferior ao que irá ter no mercado.

Mesmo no limite da preparação do original para enviar à editora, encontrei na internet aquilo que penso ser a origem do execrável (e sem qualquer verdade) apôdo com que nos presentearam na imprensa portuguesa da altura: Batalhão pé-descalço. Parece-me que tudo começou com uma comunicação do capitão Azevedo Martins, do MFA de Angola, à Assembleia dos Delegados do Exército, ocorrida em Tancos, a 2 de Setembro de 1975, comunicação essa que incluí no final do livro como anexo.

Deixo aqui esse texto:

"(...) Estão presentemente sediados em Nova Lisboa um Comando de Agrupamento, um Batalhão de Cavalaria e um Batalhão de Infantaria. Não existe sequer uma arma pesada, e dos dois Batalhões, o de Cavalaria ainda poderá dispor de pouco mais de 100 homens para o combate, enquanto que o de Infantaria não poderá dispor de ninguém, pois é o Batalhão que veio do Luso e que os próprios soldados do Comando do Agrupamento e do Batalhão de Cavalaria apelidam de "Batalhão do pé descalço”.

Este Batalhão, no seu deslocamento do Luso para Nova Lisboa, foi desarmado e espancados alguns dos seus elementos, incluindo o próprio Comandante. Perderam-se cerca de 4000 armas, rádios, munições, material cripto, tudo em posse da Unita. Foi o próprio Chiwale, 2.º Comandante Militar da Unita, que ordenou esta acção contra o Batalhão, como represália por acções menos correctas das nossas tropas em Sá da Bandeira, das quais trataremos mais à frente. Deste Batalhão, soldados houve que chegaram a Nova Lisboa em cuecas, facto que terá traumatizado esses elementos, mas é agora trauma explorado para forçar a sua retirada imediata para Portugal, embora só tenha... 3 meses de comissão!

Ciganos, que fazem parte dos elementos do Batalhão, logo após a entrada no quartel que lhes foi distribuído, começaram com arrombamentos e roubos. Impossível é, e porque tudo já se tentou, convencer a maioria a pegar em armas, mesmo que seja para desempenhar a também nobre missão de sentinela. Os factos passados com este Batalhão, e com uma "espécie de Companhia" que apareceu em Nova Lisboa, muito contribuiram para uma quebra no entusiasmo com que os poucos mais de 100 homens do BCav vinham desempenhando árduas missões, mesmo fora da sua zona de acção, como foi a evacuação da população de Malange.

A "espécie rara de Companhia" que atrás referi é um bando, não digo armado, por à semelhanca do Batalhão, ter sido também desarmada pela Unita, quando do regresso de uma missão de Henrique de Carvalho para Luanda. O Comandante desta Companhia apareceu em Nova Lisboa escoltado por elementos da FNLA, brancos, armados, pedindo cerca de 2.000 mil rações de combate e alguns milhares de litros de gasolina. Refere-se que o dito Comandante da Companhia não estava sob qualquer coacção! (...)”

O Capitão nem acerta com a arma do nosso Batalhão, designando-o “de Infantaria” e depois... será que esta "espécie rara de Companhia" que refere, era a nossa 2ª Companhia? Todo este arrazoado sem nexo é muito lamentável, ainda para mais, vindo de um capitão do MFA...

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